O amor e as coisas insignificantes

Esta semana o InSurto volta mais leve, light, em clima de Dia dos Namorados. E por que não mês ou ano, se um dia não basta a quem deseja: queremos o todo o tempo, o tempo todo.

Anuncio algumas mudanças: começo a Pós este mês, então os posts serão menos freqüentes. Tentarei compensar aumentando a qualidade do conteúdo. E a mistura.

A idéia inicial deste blog era falar sobre redes sociais, fotografia, marketing e assuntos afins. Por muito tempo deixei de lado outros assuntos de meu interesse, como a Literatura, que passo a incluir. E arriscar a divulgação de alguma produção (im)própria.

Falando em Literatura, na semana passada assisti a uma palestra do Fabrício Carpinejar, a convite da amiga Lucimaura, Agente Cultural do SESC, acompanhado da Pri do Sacola Phyna (hora de cuidar da beleza da alma). Carpinejar não falou da força da poesia, mas da fragilidade humana. Ressaltou o que é insignificante, o que passa batido, o detalhe.
Mas o que mexe com o coração e a alma das pessoas? É justamente um perfume, gesto ou sotaque. A tiradinha inteligente roubando um sorriso involuntário. Três palavras escritas em um pedaço de papel guardado na agenda por toda a vida. Um tempero. Um temperamento. Um destempero ocasional, porque ninguém vive em comercial de margarina. A realidade é mais parecida com esta propaganda:



Não é o grande carro, o casarão, o jantar no restaurante caro que mexe com a nossa alma. Embora sejam coisas boas, atraem mais corpos vendidos e almas prostituídas do que amor, algo mais potente, espaçoso e saboroso do que estas coisas que usamos para aparecer enquanto nós desaparecemos.

Segundo Carpinejar "o amor está na grandeza e no sentido que atribuimos ao que é pequeno e insignificante". É verdade, mas amor também é provocação, tema que vou explorar no próximo post desta semana. Aceita esta provocação?

PS: A pintura usada é Szerelmespár (par de namorados), de 1870, de autoria do pintor húngaro Pál Szinyei Merse. Mais informações aqui

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