Wall-E responde: você está conectado ou isolado?

Dando seqüência a série de posts sobre blogs e os filmes da PIXAR, chegamos a Wall-E. Um dos meus preferidos, não só pela estética, fotografia e design, mas também porque nos fala sobre questões que tocam a todos nós hoje: isolamento e conectividade, ambiente e poluição, controle e ilusão de controle.

Wall-E encontra tesouros no lixo: filmes antigos, artefatos de museu, coisas que falam de nossa história, de nossa infância. De riso solto e danças coreografadas, de músicas alegres e amor. No seu isolamento, ele se conecta com objetos que demonstram, ironicamente, nosso lado mais humano. E isso o toca, tornando-o capaz de ter sentimentos.

De outro lado temos a asséptica Eva, uma máquina de destruição, com um programa de vida pré-estabelecido e um design, acabamento e preparação superiores. Mas tão incapaz de interagir com as sutilezas que as destrói.

O choque, no entando, é o contato com os humanos: obesos conectados a telas, alimentados e vestidos automaticamente, incapazes de ver uns aos outros absortos em seus entretenimentos. Confiantes em um  capitão humano que é manipulado pelo equipamento que pensava controlar.

O filme me faz pensar sobre o que controla quem: vivemos em função de alimentar máquinas de informação e somos alimentados por elas, mas não sabemos (ou pelo menos não temos certeza) sobre quem está do outro lado. Há telas “vendando” nossos olhos, sejam PCs ou TVs. Há um Photoshop que esconde nossos defeitos. Há discursos virtuosos que maquiam os piores vícios. Há críticas tenazes seguidas da repetição das atitudes criticadas em menos de dois meses. E entre esses espaços, onde se esconde a nossa humanidade?

Entro em ônibus e vejo muitas pessoas conectados aos seus celulares/mpqualquernúmeroaocubo com fones de ouvido. Pelo menos os que têm bom senso, porque alguns nem colocam os fones. As pessoas procuram ocupar os bancos duplos vazios. Todos evitando contatos, seja com outras pessoas ou com o mundo real. Será que o futuro de Wall-E para os humanos está realmente tão, tão distante?

Wall-E nos apresenta um futuro sombrio, mas também nos dá esperança: ele conecta pessoas, máquinas e tudo que o cerca. Podemos dizer isso a nosso respeito? Uma máquina pode ter sentimentos? Não tenho essas respostas, mas sei que humanos não podem ignorar os seus. Nem mesmo diante de uma tela de 42” Full HD.

E você, já descobriu se está conectado ou isolado?


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4 comentários: on "Wall-E responde: você está conectado ou isolado?"

Aline disse...

ahh wall-e, meu xodó! amo amo, e adoreeei a sua análise sobre o filme... são tantas lições de vida juntar em um só filme né? espero que agora mais pessoas possam ver e se apaixonar por ele =]

;*

Agne disse...

Obrigado, Aline! Concordo com você! É um filme ótimo!
Abraço!

Aline disse...

esquecii de falar da trilha sonora (piradona no Wall-E né? haha), que é tao linda e perfeita pra cada momento *-*
pensando aqui acho que metade da minha paixão é pela trilha sonora! agora fui mesmoo =P

;*

chris disse...

as imagens sao mara a trilha mara
analisar , o wall nao sabe o k é viver no brasil se soubesse, nao confiaria nas pessoas e seria um pouco mais pretencioso ambicioso e egoista a convivencia dele era com crianças algo nao tao puro hj em dia, crianças nao viraram adultos sao menos agressivas ainda nao se tornaram adultos nao tem acumulo na cabeça d poluiçao de ideias e ideais
agora construir uma maquina tentando parecer conosco tem k ser asim competitiva fria e sem sentimentos ;pensar bem é assim k estamos virando makinas de pressoes manipulaçoes e medo ,
o wall vive sem um ipod
chris

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