Obesidade é suicídio: propaganda ou apelação?

Em nosso mundo de aparências, imagem, conforto e excesso de consumo, recebemos simultaneamente mensagens publicitárias que nos encorajam a ir para a academia e comer um hamburguer com fritas e Coca-cola.

“Meu, isso não é blog de dieta! Tá surtado para escrever isso?”. Não, mas fui provocado: a amiga Priscila Von Müllen iniciou o #projetopalitoseco2010 com o objetivo de… emagrecer. Recebeu muitos apoios e críticas, e isso me fez pensar: “O que a propaganda diz sobre isso?”

Não tem nenhuma propaganda dizendo “fique gordo”, mas quem resiste ao pacotão de pipoca exposto na entrada do cinema? Quem não deseja um “Lanche Feliz”? Quem não “Abre a felicidade”? Yes, we got obesity to sell for you!

De outro lado, encontrei uma campanha criada por Brandon Knowlden: Obesity is Suicide. Veja as imagens:

E minha preferida:

Impactante, criativa e, segundo ele, de “utilidade pública”. Até poderia ser se fosse para o Ministério da Saúde, mas… é de uma clínica que vende cirurgia bariátrica (conhecida como redução do estômago). Aí,apelou.

Tá, mas e daí?

E daí que magreza extrema como vendem por aí é estranho: a mulher parece doente. Ainda vendem simultaneamente “comida, comida, comida”. Estranho que só gente magra e feliz aparece em propaganda e promoções de sorvete e salgadinho. 

Resultado: um nó na cabeça das mulheres, que são habitualmente seres de… extremos: dietas extremas, ginástica extrema, alimentação extrema… por estar extremamente felizes, extremamente tristes ou extremamente mais-ou-menos. E, por incrível que pareça, os homens também: é ou não extremo jogar videogame mais de 4 horas seguidas? Que o diga essa japa.

Onde quero chegar: nada de extremos. Caminho do meio, como dizem os budistas. E cada um na sua: quem quer emagrecer, emagreça. Quem quer ficar do jeito que está e está feliz, que fique. E para quem duvida que seja possível ser gordinho e feliz, veja este vídeo do Dan Gilbert enviado por Priscilla Rezende e repense os seus conceitos:

E aí, o que você pensa?


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5 comentários: on "Obesidade é suicídio: propaganda ou apelação?"

Pri, uma Barbie Girl de Porto Alegre disse...

Oi Felipe, acho que dá pra ser gordinho e feliz. No meu caso, era assim. Eu disse ERA pq eu cansei de ser "a gordinha de rosa", ou "está ali atrás daquela gordinha baixinha". Eu já chorei ouvindo isso. E criei o #projetopalitoseco2010 por isso.

Como eu já disse para uma das meninas que me criticaram, é ótimo criticar um gordo quando este quer emagrecer, quando vc tem 1,80m e pesa 70kg. Está no seu peso certo, é esguio(a) e com certeza nunca deve ter sido taxado(a) de balofo(a), gordo e demais adjetivos pejorativos.

Eu comi muito Mac Donald's, Trakinas e Coca-Cola e me tornei a balofinha. Só que eu não vou mais ser só isso. Eu resolvi emagrecer, fazer academia, mudar radicalmente minha alimentação. Confesso, que querendo ou não, é um pouco de vaidade excessiva e tbm pra 'mostrar' q eu consigo emagrecer e ser mais bonita e bem aceita pelos demais. Querendo ou não, ser gordinha já me impediu de muita coisa. Não defendo a anorexia, a bulimia, nem o padrão de beleza esquelético. Mas, aprendi que ser magro e saudável é fundamental, principalmente para uma moça diabética e que lida com um blog de beleza como eu.

Beijos e adorei o post. Desculpa o comment longo=)

Natasha De Rose disse...

Olá... a Priscila postou no blog dela um link pro seu, e como eu sempre abordo esse tipo de assunto no meu blog e me interesso, vim aqui pra ver sua opinião...
Eu não conhecia essa camapanha, muito legal, apesar de apelativa mesmo... eu fiz um post semana passada no meu blog, mas não fiquei tão imparcial... pareceu no final que você ainda tem uma dúvida e não defende nenhum partido...
Eu acho que a mídia não devia lançar mensagens tão ambíguas e incentivar a saúde... fazer campanhas de conscientização...
Mas é com essas mensagens ambiguas que eles ganham dinheiro, fazendo as mulheres se sentirem longe do padrão, se snetindo mal consigo, elas procuram mais cirurgias bariátricas, plasticas, botox, lipoaspiração, transformações extremas e desnecessárias, produtos para rejuvenescimento e tudo mais...

Como falei nos comentários do blog da Pri, vou falar aqui: Eu adoro nossa geração que pode usufruir da internet e dos blogs pra ter um espaço próprio para divulgar o que é certo.

Beijinhos^^

Agne disse...

Pri, conforme mostrou o Dan, as pessoas podem ser felizes de qualquer jeito. Ainda mais quando acham que não têm escolha. Acredito que saúde vem em primeiro lugar, por isso repito: caminho do meio. Sem extremos. Obrigado pelo depoimento. ;O)

Agne disse...

Oi Natasha! Li seu artigo. Comento lá depois. No post acima me posicionei: caminho do meio, sem extremos. Nada de obesidade mórbida, nem anorexia. Seja saudável. Mas... se você não quer ser, o problema é seu. Ninguém tem o direito de sair atirando pedras e julgando as pessoas.

Sobre divulgar o que é certo, pergunto: o que é certo? Prefiro expor minha opinião e deixar que cada um tire suas conclusões. Acredito demais na inteligência dos leitores/leitoras do InSurto para tentar conduzir alguém a pensar como eu. ;o)

Mayara disse...

Sempre fui magra, filha de magros, magrelos mesmo. E, sempre sempre, sofri preconceitos, engraçado até, quando se é gordo, sofre por isso, se é magro sofre por isso, eu nunca escolhi ser magrela, nasci assim. Sempre comi bem, mas besteira do que comida, mas nunca deixei de me alimentar, e sempre magra. Depois de 5 anos com o mesmo peso engordei 5kg, mas já foram embora 2 desses kilos...
Acho que não existe certo ou errado, nem o belo e o feio, não quando se fala do magro e do gordo, cada um tem a beleza que lhe cabe e os admiradores que merecem. Mas, antes de pensar em beleza tem de se ver se a pessoa é ou não saudavel e feliz, se for os dois, tem mais que se manter como gosta.

Adorei o post, parabéns!! E sim, é super difícil ver propagandas de sorvetes e lanches com cara de delícias e não pensar em atacar uma padoca ou uma lanchonete da vida...

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