Marcas e Geração Y: consumir é melhor que ostentar



Um estudo sobre "nativos digitais" realizado pela Bridge Research mostra o comportamento, perfil de consumo e estrutura de gastos dos Ys (Geração do Milênio), que estão ingressando na cadeia de consumo e no mercado de trabalho com uma visão do mundo diferente da Geração X. "Características como valorização do jovem e da juventude, além de forte influência da cultura do hedonismo estão presentes nos jovens da Geração Y, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais", afirma o Renato Trindade, presidente da Bridge Research.

Para Trindade,  nós, os Y, temos muitas contradições: valorizamos a liberdade, mas buscamos e testamos limites; somos liberais para o consumo e novidades, mas conservadores sociais; pensamos em trabalho como meio de ganhar dinheiro, mas desconhecemos planos de carreira; pensamos no aqui e no agora, mas queremos  oportunidades futuras; amamos a Internet e a tecnologia, mas não gostamos da impessoalidade do atendimento eletrônico ou via e-mail.

Quanto ao consumo, a pesquisa aponta que para nós comprar é melhor do que ostentar marcas. "Talvez por estarem fortemente ligados ao consumo, os Ys acabam por se relacionar de um modo menos ostensivo com as marcas em geral. Não fogem necessariamente de modismo, mas as marcas assumem uma função de qualificadoras do produto e não de quem os usa", explica Trindade.

Como exemplo, nas roupas o importante é vestir bem e ser de boa qualidade. Em eletroeletrônicos, o essencial é ter uma boa experiência anterior com a marca; os celulares têm que ter alta tecnologia e serem bonitos, os televisores têm que ser de uma marca já conhecida. Nos carros, é mais importante uma boa relação entre custo e benefício; a marca, nesse caso, é mais importante e remete à qualidade.

Como um Y que sou (nascido entre o final da década de 70 e o final da década de 90), acho que o Bridget está certo em muitos pontos. Procuro usar roupas blank, que não mostrem marcas. Se querem estampar uma marca gigante na minha camiseta, que me paguem para usá-la. O que me importa é a qualidade.

O problema com o atendimento eletrônico é a usabilidade, que é precária se comparada aos videogames, por exemplo, muito mais intuitivos. As informações tanto em caixas eletrônicos quanto em call-centers são hierarquizadas por afinidade, sem uma forma de busca direta. Sim, estou acostumado com o Google e seria mais fácil dizer "consultar pagamento" e ir direto para isso do que esperar o robô dizer "Para consultar pagamento, tecle 8" após ter ouvido as 7 opções anteriores. Perda de tempo.

Quanto ao atendimento por e-mail, a questão da impessoalidade depende da postura da empresa e do treinamento do atendente on-line,  mas não é isso que me incomoda: é a demora no retorno, ou o fato de não retornarem. Não é uma resistência a impessoalidade, mas a efetividade na resposta que preciso.

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1 comentários: on "Marcas e Geração Y: consumir é melhor que ostentar"

Pri disse...

Meu orgulho! :D

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